Mostrando postagens com marcador Cap.3 do livro Administração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cap.3 do livro Administração. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de junho de 2009

Folgados?

Gostaria de levantar uma questão, caros amigos!

Os publicitários são folgados?


Esse estigma já existe há um tempo, mas de onde será que ele vem?

Lá no começo, bem no início do mercado publicitário, todos os “criativos” da época ainda eram engravatados, escritores, poetas e artistas. Todos considerados normais até certo ponto. No Brasil esse modelo era o mesmo, e em alguma medida funcionava sem nenhum estigma.

Mas para existir tal característica é necessária a comparação com algum outro modelo de negócio. Acho que o que entra em conflito hoje em dia são as diferenças bruscas das culturas organizacionais convencionais e de outras, como as de agências de publicidade ou até mesmo empresas “normais”.

Muitos têm na cabeça que o profissional de criação é louco, não tem rotina, é desleixado, usa qualquer roupa e tudo mais (!!!), mas poucos percebem que isso é apenas o reflexo superficial de um estilo de trabalho.

Um funcionário não necessariamente precisa usar terno e gravata para ser eficiente e eficaz. Não necessariamente precisa trabalhar das 8 as 8 com apenas um horário de almoço. Para posições e cargos onde a matéria prima do trabalho é a idéia, o importante logicamente acaba sendo o resultado extraído do funcionário. Como ele vai ter essa idéia, são outros 500.

Talvez seja muito mais prático e interessante deixar um profissional livre, no que se diz respeito a comportamento e hábitos dentro do ambiente de trabalho, para que assim ele tenha o foco exclusivo no seu trabalho e uma produtividade superior àqueles que são confinados em longas jornadas de trabalho extremamente regradas. Talvez quanto mais confortável ele esteja, melhor as idéias fluem em sua mente. E repetindo: o que vale são as idéias.

Então seria um grande preconceito afirmar que os publicitários de uma maneira geral são folgados ou loucos. Eles têm um estilo próprio, assim como os engravatados do mercado financeiro, ou dos super sociais das grandes empresas como P&G. Eles vivem da maneira que julgam ser mais produtiva. Trabalham com deadlines extremamente curtos às vezes, tem longas jornadas de trabalho, viram noites, cultivam olheiras, mas sem necessariamente ter o mesmo estilo de vida e cultura organizacional de empresas consideradas tradicionais.

No final das contas, o Job sempre está lá, na data certa, muitas vezes super criativo, inovador e pronto para ser aprovado pelo cliente, que com certeza estará usando uma bela gravata.

domingo, 31 de maio de 2009

Água e Vinho, Espanha e Holanda.

Já dizia minha grandmother, senhorita Margareth Robinson Tucker: “se cuidar do dinheiro dos outros fosse coisa ruim não existiriam tantos bancos e políticos”. Pois é vovó, o mercado bancário além de ser conhecido por ser um dos mais valiosos é um dos mais competitivos do mundo. Não é a toa que nos habituamos a escutar notícias de aquisições, fusões e falências no setor bancário.

Porém uma delas me chamou a atenção, e foi a aquisição do renomado banco holandês ABN Amro Bank pelo consórcio formado pelos bancos Santander, Fortis e Royal Bank of Scotland que ocorreu no final de 2008. No negócio mundial, o banco espanhol Santander após pagar uma quantia que gira em torno de US$ 19,9 bilhões, ficou responsável pelas atividades latino-americanas do ABN Amro na América latina dono do Banco Real.

Essa aquisição além de gerar muita mídia, causou muita repercussão junto aos clientes do Banco Real, um banco tradicional no Brasil e que possui marca, imagem e valores diferenciados frente aos demais bancos. Muitos clientes ficaram bastante desagradados com tal fato e se sentiram ameaçados, pois dias após a consolidação da aquisição a assessoria de imprensa do banco Santander divulgou que possui o plano de acabar com a marca Real até o fim de 2010.

Como manter a marca Real é um negócio inviável para o Santander, o grande desafio será não matar a marca Real subitamente, o processo de substituição deve ser feito de modo cuidadoso lembrando de incorporar os valores de tal banco. Para isso, o Santander manteve o presidente do Banco Real, Fábio Barbosa (um dos grandes responsáveis pela criação e implementação da ideologia sustentável no Real), uma atitude um tanto quanto prudente para um banco tão agressivo.

Acompanhe o breve comparativo entre as duas marcas:




Se pelo menos o Santander não conseguir incorporar tal visão, valores e afins, os espanhóis tiraram o chapéu para a administração do ponto de vista sustentável, o que já é alguma coisa. Um dos poucos departamentos que pouco se alteraram na estrutura do Real foi o departamento de Sustentabilidade. A partir de uma análise bastante rápida podemos perceber o modo dionisíaco (Banco Real) e apolíneo (Santander) de administração bancária. È uma pena uma marca tão valiosa se perder de tal maneira. Espero que os espanhóis tenham bastante cautela em todas suas decisões. Sou Preston Tucker, e esse foi meu 5º post aqui no blog.