Fica uma questão, seria Pedro di Santi, o Daniel Golleman brasileiro?
Por enquanto é isso, Tigres.
Volto daqui alguns minutos,
um abraço
Gostaria de levantar uma questão, caros amigos!
Os publicitários são folgados?
Lá no começo, bem no início do mercado publicitário, todos os “criativos” da época ainda eram engravatados, escritores, poetas e artistas. Todos considerados normais até certo ponto. No Brasil esse modelo era o mesmo, e em alguma medida funcionava sem nenhum estigma.
Mas para existir tal característica é necessária a comparação com algum outro modelo de negócio. Acho que o que entra em conflito hoje em dia são as diferenças bruscas das culturas organizacionais convencionais e de outras, como as de agências de publicidade ou até mesmo empresas “normais”.
Muitos têm na cabeça que o profissional de criação é louco, não tem rotina, é desleixado, usa qualquer roupa e tudo mais (!!!), mas poucos percebem que isso é apenas o reflexo superficial de um estilo de trabalho.
Um funcionário não necessariamente precisa usar terno e gravata para ser eficiente e eficaz. Não necessariamente precisa trabalhar das 8 as 8 com apenas um horário de almoço. Para posições e cargos onde a matéria prima do trabalho é a idéia, o importante logicamente acaba sendo o resultado extraído do funcionário. Como ele vai ter essa idéia, são outros 500.
Talvez seja muito mais prático e interessante deixar um profissional livre, no que se diz respeito a comportamento e hábitos dentro do ambiente de trabalho, para que assim ele tenha o foco exclusivo no seu trabalho e uma produtividade superior àqueles que são confinados em longas jornadas de trabalho extremamente regradas. Talvez quanto mais confortável ele esteja, melhor as idéias fluem em sua mente. E repetindo: o que vale são as idéias.
Então seria um grande preconceito afirmar que os publicitários de uma maneira geral são folgados ou loucos. Eles têm um estilo próprio, assim como os engravatados do mercado financeiro, ou dos super sociais das grandes empresas como P&G. Eles vivem da maneira que julgam ser mais produtiva. Trabalham com deadlines extremamente curtos às vezes, tem longas jornadas de trabalho, viram noites, cultivam olheiras, mas sem necessariamente ter o mesmo estilo de vida e cultura organizacional de empresas consideradas tradicionais.
No final das contas, o Job sempre está lá, na data certa, muitas vezes super criativo, inovador e pronto para ser aprovado pelo cliente, que com certeza estará usando uma bela gravata.
Caros,
Existem certos momentos em nossa vida que pensamos: “Por que não tive esta idéia?”. Hoje, em 2009, me deparo com diversas novidades, muitas delas compartilhadas com os leitores do (Di) gestor, e fico maravilhado com a evolução de nossa tecnologia, dos produtos e bens de consumo. Computadores minúsculos, ausência de fios, nanotecnologia, i-Pods, LED’s... Uma infinidade de itens revolucionários que se adaptaram perfeitamente ao nosso cotidiano, sendo elevados ao patamar de “necessários” ultimamente.
Observando principalmente o setor automobilístico, não pude deixar de perceber que toda essa tecnologia já está chegando aos carros. Carros esses que estão cada vez mais próximos àquelas prospecções futurísticas de George Orwell e Michael J. Fox em De Volta Para o Futuro. Pneus finos que não furam, materiais descartáveis, centrais de entretenimento, sistemas inteligentes de segurança entre outros itens já estão presentes nos automóveis de hoje.
Porém a evolução que nos leva uma mudança radical na cultura automotiva não é tão visível. Ela é perceptível. Dá para ouvi-la e senti-la. Enxergá-la? Também, mas só para quem está muito próximo.
Essa mudança se dá nos propulsores que estão sendo desenvolvidos por diversas marcas e engenheiros, que buscam uma maneira limpa e eficiente de locomoção mecanizada.
Já não é de hoje que as montadoras pesquisam motores e combustíveis alternativos, como energia elétrica, solar, combustíveis orgânicos e etc.
Seu motor elétrico gera uma potência suficiente para fazer o pequeno carro ir de 0 a 96km/h em 3.9 segundos, com a autonomia de 390km por carga realizada numa simples tomada convencional, através de adaptadores e cabos. Sistema de freios, câmbio e suspensão são igualmente bem projetados, traduzindo toda a força do motor elétrico em uma esportividade pura e segura.
Quanto ao acabamento e design, seguem as linhas tradicionais dos pequenos esportivos, com dois lugares, interior exclusivo em couro, instrumentos convencionais e também instrumentos para leitura de informações sobre o motor elétrico.
Com uma estrutura exclusiva, acabamento refinado e um desempenho invejável, logo foi sucesso entre especialistas e formadores de opinião. Custando por volta de 100 mil dólares, é um esportivo genuíno, limpo e que vem dando dor de cabeça para o mercado tradicional.
Para 2010 está programado o lançamento de um sedan, também elétrico, que custará cerca de 50 mil dólares. Muitas unidades já foram reservadas através do site da empresa (http://www.teslamotors.com/), o que nos evidencia um futuro promissor para a pequena montadora.
Sendo assim, eles seguem com a missão da marca, de desenvolver e vender alta performance, em carros elétricos altamente eficientes. Ou seja, a Tesla Motors une estilo, aceleração e estabilidade à tecnologias avançadas, que permite que tenham o motor elétrico mais rápido e eficiente do planeta.
Uma grande idéia e um grande projeto que infelizmente não foram meus, mas por outro lado, para o planeta, grandes empresários já tem essa visão de oportunidade aliada a sustentabilidade. Ponto pra Tesla!
Olá amigos,
Há tempos carrego comigo essa tristeza e preciso finalmente compartilhá-la. É realmente uma pena pensar que apesar dos sucessos que eu e toda uma geração de tigres tivemos em nossas carreiras, seja possível constatar um ato falho considerável em nossas administrações. Quando fundei a Tucker Corporation em 1948 em Chicago, me atentei a cada detalhe e a planejei com uma visão de longo prazo, pois é, não reparei no PEQUENINO detalhe chamado sustentabilidade.
Carros movem paixões em todos nós. Porém esses sentimentos não são maiores que o amor de Preston Tucker pelo planeta Terra. Portanto para me redimir de erros cometidos no passado, trago até vocês um caso de como a sustentabilidade e a gestão empresarial podem caminhar juntos em plena harmonia. A BP, companhia internacional de petróleo, mostrou ao mundo que está lutando e se esforçando para encontrar o que chamamos de green energy. A BP através da criação do apelidado “Helios House”, um posto de combustível que apesar de vender a boa e velha gasolina (sem chumbo e cada vez mais com etanol aditivada a ela), tenta fazê-lo de uma forma diferente.
Na esquina da Olympic Boulevard e da Robertson Boulevard em Los Angeles é que se encontra esse novo tipo de posto. Esse posto verde foi construído com materiais renováveis e design inovador, levando em consideração a economia do uso de recursos como a água e a energia elétrica. O mais interessante é que tal “posto do futuro” não é um protótipo e sim um local rotineiro para todos abastecerem seus respectivos veículos. O Helios House, além de oferecer os serviços convencionais de um posto de gasolina, é um local onde as pessoas podem refletir sobre seu modo de consumo e adotar novas práticas ensinadas e mostradas pelos próprios frentistas.
Vejam algumas fotos do local:
Os frentistas dão sugestões aos clientes de maneiras para reduzir o consumo de energia, e água.
Telhado Verde - Plantas locais e gramas foram plantadas no telhado, reduzindo a necessidade de qualquer tipo de aquecedor ou refrigerador. Esse telhado verde é capaz de minimizar os efeitos do calor urbano no posto.
Calhas inteligentes - Direcionam a água para uma cisterna instalada no chão onde a água da chuva é filtrada prevenindo que os hidrocarbonetos presentes na água da chuva poluam as águas do oceano.
O posto possui sensores de iluminação que são ativados somente quando necessários. Além disso, a iluminação do posto é de lâmpadas LED que proporcionando o mesmo brilho do que lâmpadas convencionais, porém gastam menos energia.
Os banheiros, assim como o posto inteiro foi feito de forma a previnir o diperdício. Assim os toaletes possuem torneiras com sensores (populares no Brasil) e a descarga do vaso sanitário funciona com a utilização da água proveniente da pia e da chuva.
Todo o vidro e madeira e algumas partes de metais utilzados na construção do Helios Station são reciclados e provenientes da demolição do antigo posto que existia no local, que também pertencia a BP.
Para saber mais sobre tal posto e sobre suas ações de preservação ambiental acesse o link.
É realmente muito interessante a ação desenvolvida pela BP para reparar danos causados anteriormente, afinal nunca é tarde para começar, ainda mais se tratando da preservação da saúde do planeta Terra. Através de uma abordagem ativista o apelidado Helios House tem tentado educar um dos povos mais consumistas do mundo, do qual eu, Preston Tucker também faço parte, o povo norte americano. Hoje sou uma pessoa muito mais consciente sobre as responsabilidades sociais de uma compania, e a partir de exemplos como este que realmente vejo que ainda há grandes tigres povoando o planeta. Sou Preston Tucker e esse foi o 6º post do Digestor. Um grande abraço.
Já dizia minha grandmother, senhorita Margareth Robinson Tucker: “se cuidar do dinheiro dos outros fosse coisa ruim não existiriam tantos bancos e políticos”. Pois é vovó, o mercado bancário além de ser conhecido por ser um dos mais valiosos é um dos mais competitivos do mundo. Não é a toa que nos habituamos a escutar notícias de aquisições, fusões e falências no setor bancário.
Porém uma delas me chamou a atenção, e foi a aquisição do renomado banco holandês ABN Amro Bank pelo consórcio formado pelos bancos Santander, Fortis e Royal Bank of Scotland que ocorreu no final de 2008. No negócio mundial, o banco espanhol Santander após pagar uma quantia que gira em torno de US$ 19,9 bilhões, ficou responsável pelas atividades latino-americanas do ABN Amro na América latina dono do Banco Real.
Essa aquisição além de gerar muita mídia, causou muita repercussão junto aos clientes do Banco Real, um banco tradicional no Brasil e que possui marca, imagem e valores diferenciados frente aos demais bancos. Muitos clientes ficaram bastante desagradados com tal fato e se sentiram ameaçados, pois dias após a consolidação da aquisição a assessoria de imprensa do banco Santander divulgou que possui o plano de acabar com a marca Real até o fim de 2010.
Como manter a marca Real é um negócio inviável para o Santander, o grande desafio será não matar a marca Real subitamente, o processo de substituição deve ser feito de modo cuidadoso lembrando de incorporar os valores de tal banco. Para isso, o Santander manteve o presidente do Banco Real, Fábio Barbosa (um dos grandes responsáveis pela criação e implementação da ideologia sustentável no Real), uma atitude um tanto quanto prudente para um banco tão agressivo.
Acompanhe o breve comparativo entre as duas marcas:
Se pelo menos o Santander não conseguir incorporar tal visão, valores e afins, os espanhóis tiraram o chapéu para a administração do ponto de vista sustentável, o que já é alguma coisa. Um dos poucos departamentos que pouco se alteraram na estrutura do Real foi o departamento de Sustentabilidade. A partir de uma análise bastante rápida podemos perceber o modo dionisíaco (Banco Real) e apolíneo (Santander) de administração bancária. È uma pena uma marca tão valiosa se perder de tal maneira. Espero que os espanhóis tenham bastante cautela em todas suas decisões. Sou Preston Tucker, e esse foi meu 5º post aqui no blog.
"Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência" (Karl Marx) 
O desenvolvimento da gestão corporativa está diretamente relacionado ao crescimento da empresa. Até aí, não precisa ser Preston Tucker para constatar tal fato. Muitas empresas começam suas operações a partir de negócios familiares, porém poucas conseguem se manter estáveis depois de atingirem determinado grau de estruturação.
Empresas renomadas como O Boticário, Marisol, Eliane Revestimentos, Fertilizantes Heringer, e Globo Comunicações e Participações atentas aos problemas causados pela governança familiar, profissionalizaram sua estrutura e hoje são corporações mais estruturadas e assim melhor sucedidas. Digo isso, não porque empresas familiares sejam mal administradas, mas pelo fato de uma pesquisa realizada pela consultoria Prosperare mostrou que as empresas familiares que possuem conselho de administração com participação de membros independentes tiveram um crescimento médio de 66% no faturamento entre 2001 e 2007. O grupo de companhias que têm baixa aderência aos conceitos de governança profissional avançou apenas 27% no mesmo período.
O tema misturar trabalho com família sempre foi pivô de muitas discussões, seja pelo excesso de tempo no trabalho em comparação ao tempo de permanência com a família, ou pelo excesso do tempo da família no ambiente de trabalho. Trabalhar com a família é muito complicado, quando no almoço de dia das mães você irá rever toda sua equipe. Livrar-se totalmente de laços afetivos, e tratar seus familiares com uma postura inteiramente profissional é um feito um tanto quanto difícil.
Para melhor refletir sobre tal assunto, trago o caso do processo de profissionalização da gestão por qual passou a empresa catarinense Eliane Revestimentos e Cerâmicos. A empresa foi fundada em 1960 por Maximiliano Gaidzinski que ficou no comando dos negócios até 1980 quando veio a falecer. Nos 15 anos seguintes, a segunda geração da companhia comandou a expansão da Eliane, abrindo novas plantas no Espírito Santo, Paraná e Minas Gerais. A família muito atenta a tal expansão, viu-se exigida a trocar a gestão, que passou a ser comandada por executivos do mercado. Porém para não se afastar de fato dos negócios, os Gaidzinski também passaram por um processo de profissionalização. Assim os donos da Eliane ingressaram no Family Business Network (FBN), um grupo internacional que reúne líderes de empresas familiares para troca de experiências e aprendizados.